sexta-feira, 10 de abril de 2009

Nova praga no campo?



"13h10min de uma sexta-feira alucinadamente quente.
Graci, dois agrônomos estão vindo aí para fazer uma entrevista sobre uma doença aí...
'Que doença? Qual o nome? Em qual cultura?'
'Ah! sei lá. Disseram que uma doença bem séria. Tão chegando. Ó, chegaram.'

Sim, perdida, parti do princípio e revelei minha ignorância. 'Escleroquê?? Então escreve certinho. Isso, brigada!'

Calça jeans de novo, blusinha meio out, sandália verde salto dez tipo elemento surpresa usada somente em dias quando não há a menor possibilidade de ir cobrir agricultura, composição descomposta. Muito sol, pouco protetor, muita empolgação e um elemento estranho de sandália verde na plantação de feijão".


Uma nova vilã aparece nas lavouras da região
Murcha da sclerotínia aparece em quase totalidade agrícola do Planalto Norte

Gracieli Polak
CANOINHAS

Esqueça da ferrugem e de todas as outras doenças que podem ocasionar perdas no campo. Nenhuma é mais preocupante do que uma nova praga que tem se alastrado pela região e a cada período produtivo deixado mais evidências de que se alastrará ainda mais, segundo agricultores e agrônomos que atuam na região.
A murcha da sclerotínia, ou simplesmente mofo branco, de acordo com o engenheiro agrônomo Vagner José Naves dos Santos, é uma doença que antigamente acontecia no Cerrado, mas que agora se alastra rapidamente pelas lavouras da região Sul do País e se torna um problema pertinente também no interior do Planalto Norte. “É um problema real no campo, que do ano passado para cá, só tem aumentado na região. Hoje ela pode comprometer de 5 a 100% da lavoura de várias culturas, como o feijão e a soja, plantada em larga escala ”, alerta Santos. Segundo o engenheiro agrônomo, a doença, causada por um fungo, acontece durante o período de floração e é extremamente agressiva à planta, que tem seu desenvolvimento restrito e, consequentemente, sua produção reduzida. “Hoje não tem doença fúngica que cause mais perda que a sclerotínia. O dano é muito maior do que o causado pela ferrugem, por exemplo. Na ferrugem você tem pré-determinado o tratamento: começou a florar, você faz uma aplicação e vinte dias, faz uma nova aplicação. Com a sclerotínia não é assim. Você precisa ter um conjunto de ações, senão você não controla. Ela causa muito mais dano”, alerta.
O agricultor Ângelo Kohler, da localidade da Fartura, concorda. De acordo com Kohler, o mofo branco hoje é a doença mais preocupante para as lavouras de soja e feijão, culturas exploradas em sua propriedade. Nas plantações do agricultor, o fungo apareceu na safra passada, em média escala, mas muito tarde para que fosse realizado o tratamento da lavoura. Neste ano, na época em que a doença poderia surgir, Kohler começou a tratar a plantação, diminuindo a incidência da doença. “Eu hoje vejo que a sclerotínia é um problema maior que a ferrugem. Com certeza, o maior problema no campo é o mofo branco, então vale a pena investir no controle da praga”, afirma. Para o agricultor, que investe na sua produção agropecuária, o cuidado é justificado. No inverno, as áreas usadas para agricultura viram pasto para o gado, o que ocasiona compactação do solo, um dos agravantes para a expansão da doença.

TRATAMENTO COMPLEXO
Escolha de variedades menos suscetíveis à doença, manejo de solo, rotação de culturas e tratamento das sementes utilizadas são algumas das ações que podem amenizar o avanço da doença, aliado ao uso de fungicidas específicos para o combate. O fungo responsável pela proliferação do mofo branco se aloja na planta na forma de sclerotíneos, chamados popularmente de “bostinhas de rato”, devido à semelhança com as fezes do roedor. “É essa “bostinha de rato” que fica no solo por até doze anos. Ela faz com que a doença penetre na terra e seja ativada sempre que as condições forem favoráveis”, explica Santos.
O mofo branco chegou à região através de sementes contaminadas e hoje está presente na quase totalidade dos solos agricultáveis da região. “Se as medidas corretas não forem adotadas pelos agricultores, o mofo branco vai se espalhar cada vez mais. Todos os solos daqui estão contaminados, então o pessoal sabe que vai ter a doença, como teve no ano passado e neste ano. No ano que vem vai ter de novo. O fungo pode estar lá, mas se você tratar, a doença vai ficar paralisada”, defende. O custo do manejo de fungicidas para combater à praga hoje é inferior a 5% da produção média por área plantada e, além de prevenir a perda da produção na decorrente safra, minimiza a expansão do fungo.

- Matéria eiculda na sexta-feira, 19 de março de 2009.

6 comentários:

  1. Hahahaha toda vez que vou

    pra Campo Mourão, sai esse boato: Uma nova praga no campo.

    (Piadinha digna de praça é nossa, didi, zorra total... ;) auheuha)

    Beeeeeeeeijos, graciane =P

    CamilaRufine

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  2. Legal seu blog !
    bjos

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  3. Graci! Ah, redundante dizer q vc escreve bem, que vc consegue ser magnífica mesmo sem saber doq se trata a pauta ou com salto dez no campo.

    Clap, clap, como diria Camila.
    Bjos

    P.S.Ah, é a agravante. Feminino ;)

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  4. Ai graci... de salto na plantação de feijão, por favor, me diz que escreveu só pra ficar engraçado...hi9hi9h9ih9i
    Pelo menos não deve ter chovido no dia anterior.

    Salto Verde?!...i9h9ih9ih9ih9i

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  5. Oie!!!
    Escreves bem sogrona!!! E sem descer das tamancas hahaha
    Adicionei vc lá o leitoso...
    Um beijo!
    Dois beijo!
    Três beijo pro namoradão!

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  6. Ralf Karly falou...
    Concordo plenamente com você. É uma doenças de solo muito séria e de controle próximo de zero. Em minha região em Guarapuava - Pr poucos agricultores realmente acordaram para esse problema. Uma pregunta. Que alternativas de controle de doenças de solos temos a disposição?? None...

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